Painel 1 - A queda de Roma e o cristianismo

A região onde é hoje a Itália assistiu inúmeras invasões desde seus primórdios.  A Itália, sem grandes barreiras naturais de montanhas ao norte e com um litoral de fácil acesso, sempre foi uma região que facilitava invasões.  Os primeiros povos que temos notícia,  já no Neolítico, foram provenientes do norte da África, da Gália e da Espanha. 

Tópico 1 – Fundação e a ascensão de Roma

Itália – uma região de fácil acesso por mar

Os diferentes povos que formaram a Itália

Muitas invasões ocorreram na Itália. Povos indo-europeus provenientes do norte a invadiram ao longo do tempo.  Eram povos nômades e pastores, tendo introduzido na Itália cavalos, carros e rodas.  Por volta de 1000 a. C. estes povos passaram da Idade do Bronze à Idade do Ferro.

 

Fundadores de Roma

Além de levas de gregos que invadiram a Itália durante oitocentos anos, os ítalos, os oscos e os umbros são considerados os povos que se amalgamaram e constituíram a base do povo romano.

                                      

Gladiadores_reconstituição turística_BDWebB
Gladiadores_reconstituição turística_BDWebB

Etruscos

Os etruscos são o povo guerreiro e mercador de onde os romanos receberam a base de sua cultura:

as artes metalúrgicas;

a arquitetura – arco e abóbada;

as práticas de comércio;

as lutas de gladiadores.

Observe o mapa da região_BDWebB
Observe o mapa da região_BDWebB

Os gregos e a cultura romana

Dos gregos os romanos receberam o alfabeto, sua arte e mitologia, a filosofia e literatura.

 

A fundação de Roma

A lenda diz que Roma foi fundada em 753 a.C. (data provavelmente inventada por escritores romanos), por Rômulo e Remo, na região do Lácio, ao sul do Tibre, uma região estratégica, de onde o  povo romano partiu para conquistas dos povos vizinhos, da região dos Apeninos ao Mediterrâneo.  

 

Esta situação de contínuas invasões pode ser uma das razões para a constante militarização romana.

Conheça os impérios do Mediterrâneo:

 

http://www.ngstudentexpeditions.com/destinations/rome+greece/

Viajando em 3D pela Roma Antiga: uma reconstrução virtual

Roma e seus primeiros momentos: o rei e as famílias patrícias

Os primeiros momentos de Roma foram marcados pelos patrícios – famílias de fundadores da comunidade – e pela figura do Rei, que exercia sua autoridade em consonância com a assembléia – cidadãos em idade militar -   e o Senado – conselho de anciãos, chefes de vários clãs, sendo o Rei o chefe de um dos clãs de fundadores de Roma.  

A derrubada da monarquia e a instauração da República

Rapto das Sabinas_BDWebB
Rapto das Sabinas_BDWebB

A última família real

A última família real deste período foi uma família de origem etrusca – os Tarquínios – que teria usurpado o poder e, posteriormente, sido deposta por uma revolta de outros clãs.

 

 

 O início da república

O poder real estava sempre com o Senado e, no século VI a.C. foi instituída a república romana. 

Mercado de escravos_BDWebB
Mercado de escravos_BDWebB

As primeiras conquistas romanas

Esta é uma fase em que se dará a primeira expansão romana.  Os romanos conquistam cidades próximas da planície onde habitavam os volscos e os équos. 

 

Conquistaram também a cidade etrusca de Veios no outro lado do Tibre, destruindo toda a cidade e transformando seus habitantes em escravos. Após um grande período de lutas e de expansão, os romanos conquistaram toda a península itálica em 265 a.C.  

A expansão da república e a base agrária

A República, ao longo de dois séculos, consolidou-se com base em suas instituições - Senado, Assembléias Populares e Magistratura.  Como sua atuação foi eminentemente militar, expansionista, pouco a pouco, as plantações e o cultivo agrícola foram se deslocando da península itálica para novas áreas conquistadas. 

Legionário_BDWebB
Legionário_BDWebB

Modo de integração das colônias ao mundo romano

Era praxe doar aos soldados que haviam servido pelo período de vinte anos e davam baixa, terras para cultivo nas novas colônias conquistadas. 

 

Desta forma os romanos não só colonizavam estas áreas, mas integravam o povo local a sua cultura. Com isso, difundiam os costumes, a língua e o modo de vida romano em toda a Europa.

 

Conheça diversas construções romanas.

 

Estrada romana preservada_BDWebB
Estrada romana preservada_BDWebB

Crescimento urbano e dependência do exterior

 

Deste modo, sua população na Península,   tendo abandonado as atividades agrícolas originais, e não tendo desenvolvido simultaneamente atividades industriais artesanais, passa a ter como base de sua riqueza:

  • o expansionismo militar,
  • a cobrança de tributos
  • e a importação de produtos das regiões conquistadas para Roma. 

 

Soldados romanos_reconstrução_BDWebB
Soldados romanos_reconstrução_BDWebB

O crescimento urbano nas cidades e o clientelismo

 

Aparecem, nesta fase da república, os tribunos por imposição  dos plebeus.

 

Pouco a pouco, o poder romano  se torna urbano e clientelista, pois uma grande quantidade de indivíduos abandona o campo e se localiza nas cidades, transformando-se em massa de manobra política.  A estes plebeus juntaram-se os escravos capturados em grande número nas conquistas romanas.

 

Toda esta gente que não trabalha, vive de expedientes e é sustentada pelo Estado.  Basicamente, é uma grande massa de manobra política.

Vamos rever alguns pontos rapidamente? Veja a excelente aula do Prof. Ítalo Gomes.

República Romana é a expressão usada por convenção para definir o Estado romano e suas províncias desde o fim do Reino de Roma em 509 a.C. ao estabelecimento do Império Romano em 27 a.C.

Durante o período republicano, Roma transformou-se de simples cidade-estado num grande império, voltando-se inicialmente para a conquista da península Itálica e mais tarde para a Gália e todo o mundo da orla do Mar Mediterrâneo.
Ruínas de Cartago_BDWebB
Ruínas de Cartago_BDWebB

A expansão romana pelo mundo

Conquistada a península itálica em 265 a.C. Roma se lança às conquistas ao redor do Mediterrâneo e em países vizinhos. Os romanos, muito práticos, são excelentes construtores de pontes, aquedutos, cidades, estradas, excelentes soldados e administradores em torno de seus exércitos.

 

 

 

A conquista de Cartago: o início da expansão imperialista

Cartago, que dominava áreas de comércio do Mediterrâneo até a Inglaterra, de onde traziam prata e estanho, e produtos tropicais da África é seu primeiro alvo internacional de conquista.  Iniciam as guerras contra Cartago ao longo de 100 anos.

Conquistam Cartago após três campanhas militares, entre 268 a.C e 146 a.C, as chamadas Guerras Púnicas.

A expansão romana_BDWebB
A expansão romana_BDWebB

A expansão romana pelo Mediterrâneo

Após conquistarem as colônias cartaginesas no Mediterrâneo, Roma, já República, amplia de forma globalizante suas conquistas pelo mundo conhecido da Antiguidade.  Observe a sequência de conquistas pelo mundo:

> Norte da África,

> Sicília,

> Sardenha,

> Córsega,

> Baleares,

> Península Ibérica

> Macedônia e a Grécia,

> Ásia Menor,

> Egito,

> Cirenaica (atual Líbia),

> Gália (França),

> Bretanha (Inglaterra),

> Germânia (Alemanha),

> Ilíria (Albânia),

> Trácia,

> Síria

> Palestina.

> Transformam a Mauritânia, a Capadócia, a Armênia, os Partos e o Bósforo em reinos vassalos.

Tópico 2 - Da república ao império romano e seu período final

Durante a República, os senadores romanos possuíam um papel político especial: era o grupo executivo que comandava a política da República.  

"A crise da República romana teve início quando o Senado romano passou a ter seu poder desafiado pelo poderio militar de alguns generais".  Outros fatores, como "a falta de uma reforma agrária; guerras civis e revoltas populares; movimentos separatistas e insurreições de escravos," contribuíram para o colapso de Roma. 

Júlio César, Pompeu e Crasso_BDWebB
Júlio César, Pompeu e Crasso_BDWebB

O triunvirato: o início da luta pelo poder imperial

"Em 60 a.C., os três mais poderosos generais de Roma, Júlio César (o favorito da plebe), Pompeu (que triunfara na Hispânia) e Crasso (o homem mais rico de Roma), firmaram um acordo tácito denominado triunvirato (governo de três pessoas), para dividir o governo."

 

Em 46 a.C depois de um período de disputa com Pompeu, que é derrotado em 48 a. C., a República termina quando Júlio César, após conquistas militares externas e tendo entrado com seus exércitos em Roma, força o Senado a aceitá-lo como ditador e transforma-se em ditador vitalício. Foi assassinado em 44 a.C por conspiradores sob comando de Brutus e Cássio, nas escadas do Senado.

 

 

Uma visão cinematográfica da trajetória de César e do Império Romano.

O período final de Roma é conturbado. Podemos pensar este período a partir de Júlio César, sendo que este período se estende por alguns séculos, até 476 d.C, quando se dá a queda do Império Romano, tornando-se mais agudo a partir de 278 d. C .  

Vamos aprender um pouco sobre a vida em Roma, durante o Império!
Roma antiga_detalhe de rua_BDWebB
Roma antiga_detalhe de rua_BDWebB

As classes sociais no Império Romano

Roma já é um grande centro cosmopolita onde todas as culturas do mundo da Antiguidade são representadas por imigrantes que aí vivem e influenciam nos destinos do país. Sua população era de dois milhões de pessoas em toda a Península Itálica ao fim da República (30 a. C. com Augusto) estando dividido em 4 castas:

>  Aristocratas – 300 famílias, detentores de cargos públicos e de latifúndios.

>  Éqüites – não sendo senadores, possuíam um patrimônio maior que 20.000 dólares.

>  Cidadãos – composta de plebeus, em grande maioria sustentada pelo estado – 320.000 ao tempo de Júlio César.

>  Escravos – grande maioria de habitantes, sobre os quais repousava todo o trabalho produtivo do país.

Roma antiga e suas misteriosas cidades. Em inglês.

Otávio Augusto_BDWebB
Otávio Augusto_BDWebB

Otávio e o Principado

Após desinteligências entre os membros do triunvirato, governou Otávio por quarenta e quatro anos ( 31 a.C. a 14 d.C.). Este período é conhecido por Principado, uma vez que Otávio, chamado de Augusto e de Imperador (consagrado) pelo povo e exército, somente usava o título de Princeps – Primeiro Cidadão do Estado.

 

Otávio, herdeiro de César, participou do triunvirato, fortaleceu-se com os antigos soldados de César, conquistou politicamente o poder e implantou uma série de novos costumes morais na sociedade romana ao longo de seu governo.

 

>>>Vamos conhecer um pouco de sua vida e os costumes romanos.

Templo de Augusto_Córdoba_BDWebB
Templo de Augusto_Córdoba_BDWebB

A obra de Otávio Augusto

Sua obra foi eminentemente administrativa – novas formas de taxação e controle administrativo, sistema de tribunais e autonomia administrativa às cidades e províncias, aperfeiçoamento de serviços postais através da malha administrativa de estradas.

 

Roma, no tempo de Augusto, se tornou a cidade mais opulenta do mundo.

De Otávio Augusto a Nero: o clímax e o início do fim do Império.

Ruínas do Arco de Adriano_Roma_BDWebB
Ruínas do Arco de Adriano_Roma_BDWebB

Morte de Otávio Augusto e o início da decadência de Roma

Com a morte de Augusto, se inicia a decadência gradual de Roma, com poucos imperadores que se destacaram:

Vespasiano (70 a 79),

Nerva (96 a 98),

Trajano (98 a 117),

Adriano (117 a 138),

Antonino Pio ( 138 – 161),

Marco Aurélio (161 – 180).

 

 

A decadência moral romana

A situação de disputa e de violência interna na sociedade, de violência com os povos colonizados e de negociatas que envolviam o patrimônio do estado, criaram uma situação de decadência, gosto pela crueldade e corrupção que irá se tornar mais séria na medida em que os recursos do estado escasseiam.

A arte das colunas comemorativas em Roma. Conheça mais.

Tópico 3 - O aparecimento do Cristianismo

Jesus Cristo_imagem ideal_BDWebB
Jesus Cristo_imagem ideal_BDWebB

O império romano na Palestina

Roma estendeu suas fronteiras por todo o mundo.   Uma série de fatos ocorridos na Palestina, durante o reinado de Herodes da Judeia e de Otávio Augusto em Roma.

 

Aquilo que hoje, para nós, é um dado de uma história santa, a morte e paixão do Cristo (o ungido), na Palestina, em Jerusalém, não passou, na época, de um julgamento de um arruaceiro que, de forma louca, desafiava as leis e os costumes judeus.

Afinal, quem foi Jesus Cristo? Parte 1.

Veja mais, do ponto de vista arqueológico sobre a vida de Jesus Cristo em Vídeos Selecionados - Unidade 1 - Partes 2 a 5, TV Bandeirantes.

Jerusalém_BDWebB
Jerusalém_BDWebB

Jesus Cristo – o perfil de um homem

Era influenciado pelos ensinamentos pacíficos dos essênios, povo de tradição médica e terapêutica.

 

Era um universalista, suas preocupações e sua missão eram a de pregar a todos, sem distinção.

 

Era um pregador, um professor, um homem que fazia de sua tolerância o exemplo de sua vida e crenças.

 

Jesus era, quando muito, um teólogo cujas doutrinas foram a causa de sua prisão e sua morte sacrificial na cruz por exigência do Sinédrio.

Ser crucificado era um castigo comum aos criminosos no mundo romano.

Jesus, condenado pelo Sinédrio_BDWebB
Jesus, condenado pelo Sinédrio_BDWebB

As razões da crucificação de Cristo

Havia uma situação, portanto, de disputa entre um modelo religioso do judaísmo mais tradicional que exigia o Templo como central ao culto para os judeus e o aparecimento de uma doutrina que ampliava a busca à santidade para além do Templo, para outros espaços, escolas e sinagogas, incluindo não-judeus.

 

O processo legal

Esta situação fez com que Jesus fosse apontado pelo Sinédrio como um criminoso perante os judeus. Deste modo, foi levado aos romanos que eram a autoridade legal na época e, deste modo, julgado por Pilatos e condenado à crucificação.

O cristianismo se espalha pelo mundo

Que sabemos historicamente sobre Jesus Cristo? Muito pouco. Segundo o jornalista Roberto Pompeu de Toledo: "Não há quem desconheça esta história. Tem um presépio no começo, pregação e milagres no meio e, no fim, um trágico ato de solidão, humilhação e morte. Não há história mais contada, de geração em geração, mais dissecada nos livros, nem mais repisada, nas artes plásticas, nos últimos 2.000 anos. Conhecem-se detalhes ínfimos. Por exemplo, que havia um burro e urna vaca na gruta, no nascimento do menino..."
Nero e o incêncio de Roma_BDWebB
Nero e o incêncio de Roma_BDWebB

O cristianismo se espalha pelo mundo

Esta situação, se a tomarmos como burocrática, jurídica, no contexto da época, pela própria característica de sua organização básica – Jesus já possuía ao seu redor doze discípulos – espalhou-se pelo mundo após sua morte.

 

 

O cristianismo chega a Roma

Estes testemunhos e a verdade de sua morte foi levado com sua mensagem de igualdade e justiça para todos se espalhou por diversos países até que, em 40 d.C chegou a Roma, onde apareceram os primeiros cristãos.

 

 

A relação entre o mundo romano e os cristãos Nero incendeia Roma

Nero - Entre 40 e 64 d. C. os cristãos não foram perseguidos, exceto por Nero, acusados do incêndio e Roma em 64 d. C.

Coliseu_Roma_BDWebB
Coliseu_Roma_BDWebB

A aceitação do cristianismo - Após este episódio, a seita cristã cresceu, especialmente entre as camadas mais humildes da população.

 

As causas da perseguição dos cristãos - Pouco a pouco, os cristãos passaram a ser considerados anti-sociais, pois não juravam em tribunais em nome dos deuses romanos (ligados ao Estado) e por seu desinteresse de coisas materiais, a atitude de um ideal secreto no cristianismo, fez com que a seita começasse a ser perseguida em torno de 200 d.C.

 

O crescimento do cristianismo no mundo - Estas perseguições, ao invés de destruir a seita cristã, mais a fez crescer, até se tornar a religião oficial do Império Romano por diversas razões políticas.

 

A história do incêncio de Roma. Uma reprodução em italiano. Nero, 64 d.C.

Tópico 4 - O Imperador Constantino e o Cristianismo

A fase final do Império Romano demonstra que Roma já não era mais uma alternativa de poder. Constantino tem a capital do império em Bizâncio e Roma encontra-se abandonada à própria sorte.

Divisão do Império Romano.  Teodósio, 395 d.C.
Divisão do Império Romano. Teodósio, 395 d.C.
Imperador Constantino_BDWebB
Imperador Constantino_BDWebB

A decadência do império Romano

A situação de decadência das instituições, cada vez mais com menores recursos do Estado, se amplia ao se iniciar o período final do império (284 a 476 d.C.). Não mais existia um governo constitucional – o Senado era uma instituição esvaziada - o povo buscava salvadores da situação, mecenas que pudessem sustentá-los como clientes.

 

Constantino I (306 a 337)

Modifica a capital do Império para Constantinopla (antiga Bizâncio) e inicia uma política de tolerância aos cristãos que eram, na época, uma das únicas instituições organizadas e com quadros capazes de ajudá-lo em sua administração do Império.

Constasntinopla_BDWebB
Constasntinopla_BDWebB

Um império dividido

Constantino estava em luta contra os três outros membros da tetrarquia, uma vez que o Império estava dividido entre quatro césares, sendo ele um dos tetrarcas. Em sua luta contra um dos césares, Maxêncio, em 312, conta a lenda, sonha com uma cruz e manda pintar esta cruz nos estandartes, escudos e capacetes. Vence a batalha e torna-se um defensor da fé cristã.

 

Édito de Milão

O imperador Constantino, pelo Edito de Milão, em 313, concede aos cristãos a liberdade de culto e igualdade de direitos, além da devolução dos bens expropriados da igreja cristã .

 

O Cristianismo tornado religião oficial do Império Romano

Em 392, com o imperador Teodósio, o cristianismo torna-se a religião oficial do Império Romano. Com esta política, de Constantino e de Teodósio, o cristianismo se tornou uma dos principais corporações capazes de administrar o Império, em sua fase final.

Os bárbaros e o império romano: o início da Idade Média.

A conquista de imensas áreas pelo Império Romano, ao mesmo tempo em que amplia suas linhas de suprimento, sofre de problemas de controle em todo o império. As tropas romanas são preenchidas com soldados provenientes de países colonizados.

Ruínas romanas_BDWebB
Ruínas romanas_BDWebB

A pressão dos povos bárbaros

Neste momento, o Império sofre a crescente pressão dos chamados povos bárbaros, tanto os submetidos pelo Império Romano quanto os que vivem nas regiões limítrofes.

 

A decadência do império

Esta pressão cresce cada vez mais e isto leva o império a abandonar várias províncias e agravam-se as disputas internas. A dinâmica de defesa das regiões conquistadas torna as tropas romanas importantíssimas para frear a decadência do império. A ligação dos imperadores e do poder com o império é cada vez menor.

 

Sugerimos uma visão das seguintes imagens sobre a pressão bárbara na Europa nas fronteiras romanas:

http://faculty.maxwell.syr.edu/gaddis/HST354/Mar18/Default.htm

Os romanos na visão dos bárbaros: Asterix, Obelix e Ideafix!

A queda do Império Romano

As cidades romanas do período do império estavam interligadas por via terrestre ou marítima por vias e transportes romanos. Do mesmo modo, toda a estrutura de serviços do império dependia das forças romanas. O retorno das forças a Roma, fez com que o império fosse totalmente invadido.

Alarico, o bárbaro, invadindo à Roma_BDWebB
Alarico, o bárbaro, invadindo à Roma_BDWebB

A situação das cidades

Estas estradas, as cidades e as instituições – escolas, hospitais, quartéis, aquedutos, prédios e pontes – estavam guardadas pelas forças armadas romanas, seu exército e marinha. Com o abandono das guarnições, o império ficou desprotegido .

 

As invasões bárbaras

Na medida em que as pressões dos bárbaros na fronteira do império e dos piratas no Mediterrâneo aumentavam, mais se enfraquecia o poder do Estado Romano. A pressão se torna, aos poucos, insustentável e as invasões bárbaras se sucedem.

 

A perda total das províncias romanas

Ao mesmo tempo, os exércitos são obrigados a abandonar as províncias mais longínquas e se encaminhar para Roma, face às disputas internas, deixando o caminho livre aos bárbaros que invadiram amplas áreas do império.

 

Sugerimos para os alunos e professores que falem e escrevam em inglês a participação no seguinte grupo:

http://www.ancientworlds.net/aw/Group/378205

Os últimos momentos de Roma

Roma já deixara de ser a capital do Império. Constantino deslocara a capital do Império para Bizâncio, fundando Constantinopla em 330 d.C. Roma já deixara de ser a capital do Mundo e o Império fora dividido em dois: Império Romano do Ocidente (capital Roma), que dura até 476, e Império Romano do Oriente (capital Constantinopla), que dura até 1453.

Abdicação de Rômulo Augústulo, o último imperador romano_BDWebB
Abdicação de Rômulo Augústulo, o último imperador romano_BDWebB

O último imperador romano

O último imperador romano foi Rômulo Augústulo que foi deposto por um chefe bárbaro que se intitulou Rei de Roma, em 476.

 

O início do feudalismo

A ideia de um começo e um fim de um império é meramente didática. O quadro histórico se apresenta como um processo. No caso da desintegração do império romano, este processo é gradual. Pouco a pouco as instituições vão ficando cada vez mais inoperantes, as pressões de bárbaros na fronteira e as necessidades clientelísticas de Roma aumentam.

Mapa Mundi do início da idade Média_BDWebB
Mapa Mundi do início da idade Média_BDWebB

Os senhores da guerra no início da Idade Média

Em áreas abandonadas pelo poder romano, senhores de guerra locais assumem a proteção e a gestão do local e se constituem nos primeiros senhores feudais, criando tributos ao seu bel prazer, cobrando por privilégios que defendem, seja a passagem por uma ponte, seja o uso de uma estrada ou pelo direito de plantio numa área.

 

A importância da terra na Idade Média

A terra e seu uso serão o principal meio de sobrevivência deste período e alianças serão a base da vassalagem entre os senhores locais e seus lugar-tenentes, os primeiros senhores feudais.

Exercício-Modelo 1

Não existe, necessariamente, uma só causa para a queda do Império Romano. Na sua opinião, cite um conjunto de causas que levaram o império para sua decadência e dissolução.  

 

Envie ao seu professor por e-mail.

 

Entrar em Exercício-Painel 1 


               Retornar à Área de Testes.